quarta-feira, 20 de junho de 2012

PARÓDIA

A paródia é a recriação de um texto, geralmente célebre, conhecido, uma reescritura de caráter contestador, irônico, zombeteiro, crítico, satírico, humorístico, jocoso.

     A paródia constrói, assim, um percurso de desvio em relação ao texto parodiado, numa espécie de insubordinação crítica, cômica. 

 
Texto-Base: No Meio do Caminho

Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei desse acontecimento
que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no
meio do caminho
no meio do caminho
tinha uma pedra
 
Paródia No Meio do Caminho

Deise Konhardt Ribeeiro

No meio do caminho tinha um fuquinha
tinha um fuquinha no meio do caminho
tinha um fuquinha
no meio do caminho tinha um fuquinha.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na ida de minhas noitadas tão agitadas.
Nunca me esquecerei
que no meio do caminho
tinha um fuquinha
tinha um fuquinha no
meio do caminho
no meio do caminho
tinha um fuquinha.
 

CLICHÊ E ESTEREÓTIPO

Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação. São usados principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade. Sua aceitação é ampla e culturalmente difundida no ocidente, sendo um grande motivador de preconceito e discriminação.
Conceito infundado sobre um determinado grupo social, atribuindo a todos os seres desse grupo uma característica, frequentemente depreciativa; modelo irrefletido, imagem preconcebida e sem fundamento;
O Estereótipo também é muito usado em Humorismo como manifestação de racismo, xenofobia, machismo, intolerância religiosa e homofobia. É muito mais aceito quando manifestado desta forma, possuindo salvo-conduto e presunção de inocência para atingir seu objetivo.
Um clichê ou cliché (do francês cliché), chavão ou lugar-comum na linguagem tipográfica diz respeito a uma matriz geralmente feita em metal cuja técnica é a mesma usada na linotipia ou anterior a essa na xilogravura, de tão aplicada em outros meios a palavra se tornou uma expressão idiomática de tudo que diz respeito a repetição seriado etc, e em alguns casos desgastou-se ou desviou o sentido se tornando algo que gera uma má interpretação em vez de dar outro efeito.
Exemplos:
  • Vil metal
  • Palidez cadavérica
  • Silêncio mortal
  • Selva de pedra
  • Cigarro em cena
  • Olhar Fatal
  • Maneira de se mover
Também pode significar uma ideia relativa a algo que se repete com tanta frequência que já se tornou previsível dentro daquele contexto.
  • Exemplos: em romances, filmes e telenovelas, "o mordomo é sempre o culpado do assassinato do patrão", "o herói no final mata o vilão" etc.
http://pt.wikipedia.org

PARÔNIMOS E HOMÔNIMOS

Parônimos: são palavras que apresentam significados diferentes embora sejam parecidas na grafia ou na pronúncia.
“Estória” é a grafia antiga de “história” e essas palavras possuem significados diferentes. Quando dizemos que alguém nos contou uma estória, nos referimos a uma exposição romanceada de fatos imaginários, narrativas, contos ou fábulas; já quando dizemos que fizemos prova de história, nos referimos a dados históricos, que se baseiam em documentos ou testemunhas.

Ambas as palavras constam no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. Porém, atualmente, segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, é recomendável usar a grafia “história” para denominar ambos os sentidos.
Outros exemplos:

Flagrante (evidente) / fragrante (perfumado)
Mandado (ordem judicial) /  mandato (procuração)
Inflação (alta dos preços) / infração (violação)
Eminente (elevado) / iminente (prestes a ocorrer)
Arrear (pôr arreios) / arriar (descer, cair)
 
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, mas significados diferentes.
Acender (pôr fogo) / ascender (subir)
Estrato (camada) / extrato (o que se extrai de)
Bucho (estômago) / buxo (arbusto)
Espiar (observar) / expiar (reparar falta mediante cumprimento de pena)
Tachar (atribuir defeito a) / taxar (fixar taxa)

2o. trabalho do 2o. bimestre / 2

Texto gerador 1



1- O humor do texto gerador 1 está centrado na relação entre a tecnologia e a...
(A) modernidade do avô.
(B) idade da menina.
(C) mudança de hábito.
(D) presença da redoma.
(E) existência do museu.

Texto gerador 2


Fonte: www.nanquim.com.br
2- O humor do texto gerador 2 se pauta na possibilidade de uma mesma palavra assumir mais de um significado.
a) Identifique qual palavra possui essa característica.
b) Reconheça os sentidos atribuídos a ela.

3- No texto gerador 2, o ponto de exclamação é utilizado para enfatizar o que o peixe sente em relação ao acontecimento retratado na charge. Assinale a alternativa que apresenta esse sentimento:
(A) Raiva.
(B) Ânimo.
(C) Espanto.
(D) Felicidade.
(E) Desapontamento.

Texto Gerador 3
.


4- Observe os trechos destacados:
“Se o mundo está em rede, por que não podemos trabalhar em casa, Ângelo?”
Porque a tecnologia é do século XXI, mas a ideologia é do século XIX.

Explique por que o primeiro termo destacado está grafado de forma diferente da do segundo.


5- O humor do texto gerador 3 se relaciona à resposta de Ângelo ao questionamento do colega. Essa resposta retrata que, apesar das inovações tecnológicas presentes na atualidade, as relações de trabalho...
(A) foram modificadas.
(B) ficaram mais modernas.
(C) permaneceram adequadas.
(D) acompanharam a evolução.
(E) continuaram conservadoras.

Texto Gerador 4


Fonte: www.nanquim.com.br
Questão 6
Levando em consideração o texto gerador 4, responda às questões:
a) O problema retratado na charge é a atual crise econômica. As soluções adotadas pelas personagens resolvem esse problema? Justifique sua resposta.
 
b) O mobiliário, os aparatos tecnológicos, as roupas e acessórios são alguns elementos não verbais que contribuem para a construção da crítica presente no texto. Identifique, a partir desses elementos, a posição social que as personagens ocupam.



Texto Complementar 1


Saída para crise econômica é combater o desemprego, diz Dilma.
Presidente descartou uma contribuição direta do governo brasileiro para o Fundo Europeu de Estabilização.

         A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que a saída para a crise econômica mundial é enfrentar o desemprego. Segundo ela, essa foi a resposta defendida pelo Brasil durante a reunião do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, na França, na semana passada.
      “A crise econômica mundial, que está abalando, principalmente, os países da Europa e os Estados Unidos, não pode ser resolvida com desemprego e muito menos com a redução dos direitos trabalhistas. A questão do desemprego é extremamente preocupante”, disse em seu programa de rádio semanal. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que existam 200 milhões de pessoas sem emprego no mundo, a maioria jovens.
       Para Dilma, todos os países devem cooperar para encontrar uma solução à crise econômica. “O grande desafio para essa crise é o caminho para retomar o crescimento: o caminho do investimento, do consumo e da geração de empregos. Todos concordaram que nós temos de ajudar, fazendo a nossa parte. Ninguém ganha com a crise. Até agora, os países emergentes vêm sustentando o crescimento da economia mundial, eles também reduziram um pouco o seu crescimento, porque foram atingidos por efeitos indiretos. Mas quem sustenta o crescimento mundial são esses países, somos nós”, disse.
      Na semana passada, a presidente descartou uma contribuição direta do governo brasileiro para o Fundo Europeu de Estabilização.



7- Ao comparar o texto gerador 4 com o texto complementar 2, podemos perceber que ambos falam sobre o problema do desemprego causado pela crise econômica mundial. Por ser uma notícia, o texto complementar 2 aborda o assunto com certa imparcialidade. Explique por que o mesmo não ocorre no texto gerador 4.

8- Observe o seguinte trecho e responda:
“Segundo ela, essa foi a resposta defendida pelo Brasil durante a reunião do G20”
Recupere, no texto, os termos referentes a:
a) ela:
b) essa:

Texto Complementar 2


Apresentador Luciano Huck tem conta roubada no Twitter e leva na brincadeira.

Luciano Huck teve sua senha do Twitter roubada na tarde deste domingo, 25. Os seguidores do apresentador receberam, por volta das 16h, uma mensagem que dizia: "Po, Luciano Huck, sério que sua senha é sua data de aniversário?".
O responsável pelo roubo dizia ter trocado a senha do perfil e mandado de forma privada para a mulher do apresentador, Angélica. Poucos minutos depois, Luciano escreveu brincando com os fãs. "Depois da indelicadeza de ser hackeado no twitter...estou de volta! Ah...minha nova senha é: angélica!", brincou.
Assim como Luciano, os usuários do serviço de microblogging levaram o assunto na brincadeira e fizeram dele uma piada. A onda agora é postar como seriam senhas de famosos. Já circulam na rede piadas com Ricky Martin - cuja senha seria 123umpassitopratras - e várias outras celebridades.

Fonte: www.gp1.com.br/celebridades/noticias/apresentador-luciano-huck-tem-conta-roubada-no-twitter-e-
leva-na-brincadeira-135266.html               


ATIVIDADE DE PRODUÇÃO TEXTUAL
Questão 9
                 Com base na leitura do texto complementar 2 e no que você estudou, ao longo deste roteiro, sobre os efeitos responsáveis por gerar humor, represente graficamente (recorrendo a ilustrações e/ou palavras), em uma charge ou em uma tira, o curioso acontecimento vivenciado pelo apresentador Luciano Huck ao ter o perfil do Twitter clonado.

 
 
GABARITO:
 
1- C; 2- osso de peixe / acne; 3- E; 4-Por que (pergunta) e Porque (resposta, explicação); 5- E; 6- A) não, porque vai gerar mais desemprego, agravando a  crise econômica; 6- B) Classe alta, pois os objetos que compõem o cenário  pertencem a esta realidade econômica; 7- Porque o texto está no discurso direto (1a. pessoa: (Eu) vou...(Eu) já fiz...) indicando que a fala pertence aos personagens. O outro, faz uso do discurso indireto (3a. pessoa) que é uma das características desse tipo de texto, no caso a notícia; 8- Ela ( A presidente Dilma ) e Essa ( A saída para a crise).

CHARGE E TIRINHA

CHARGE E TIRINHA
Charge e tira cômica, são textos unidos pelo humor, mas diferentes no tocante às características de produção. Para ficar em apenas uma distinção: a charge aborda temas do noticiário e trabalha em geral com figuras reais representadas de forma caricata, como os políticos; a tira mostra personagens fictícios, em situações igualmente fictícias.
            A charge é um texto de humor que aborda algum fato ou tema ligado ao noticiário. De certa forma, ela recria o fato de forma ficcional, estabelecendo com a notícia uma relação intertextual.


CHARGE:
http://www.nanihumor.com/

TIRINHA:
http://www.nanihumor.com/


Tirinha: trata-se de um texto curto (dada a restrição do formato retangular, que é fixo), construído em um ou mais quadrinhos, com presença de personagens fixos ou não, que cria uma narrativa com desfecho inesperado no final.
http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capitulo/2698445.pdf    

segunda-feira, 28 de maio de 2012

IMAGENS DO BARROCO

RENASCIMENTO
Davi de Michelangelo 
http://blogillustratus.blogspot.com.br/2010/04/escultura-breve-historia.html

BARROCO
Davi de Bernini
http://www.flashcardmachine.com/exam-262.html






Barroco
Caravaggio (1608-1610).
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Caravaggio_-_The_Annunciation.JPG




Renascimento
Fra Angelico (1437-1446)
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:ANGELICO,_Fra_Annuncia­tion,_1437-46_(2236990916).jpg.



  
Idade Média
Iluminura retirada de um Evangelho manuscrito, cerca de 1150 (autor desconhecido).
http://www.flickr.com/photos/artesvisuais/2439049204/

terça-feira, 1 de maio de 2012

Barroco


  1. Barroco
    Artes Plásticas, Barroco, Barroco no Brasil, Artistas do Barroco, Aleijadinho.


    Origens e Características do Barroco  O barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu primeiramente nas artes plásticas e depois se manifestou na literatura, no teatro e na música. O berço do barroco é a Itália do século XVII, porém se espalhou por outros países europeus como, por exemplo, a Holanda, a Bélgica, a França e a Espanha. O barroco permaneceu vivo no mundo das artes até o século XVIII. Na América Latina, o barroco entrou no século XVII, trazido por artistas que viajavam para a Europa, e permaneceu até o final do século XVIII.


    Contexto histórico  O barroco se desenvolve no seguinte contexto histórico: após o processo de Reformas Religiosas, ocorrido no século XVI, a Igreja Católica havia perdido muito espaço e poder. Mesmo assim, os católicos continuavam influenciando muito o cenário político, econômico e religioso na Europa. A arte barroca surge neste contexto e expressa todo o contraste deste período: a espiritualidade e teocentrismo da Idade Média com o racionalismo e antropocentrismo do Renascimento.
    Os artistas barrocos foram patrocinados pelos monarcas, burgueses e pelo clero. As obras de pintura e escultura deste período são rebuscadas, detalhistas e expressam as emoções da vida e do ser humano.
    A palavra barroco tem um significado que representa bem as características deste estilo. Significa " pérola irregular" ou "pérola deformada" e representa de forma pejorativa a idéia de irregularidade.

    O período final do barroco (século XVIII) é chamado de rococó e possui algumas peculiaridades, embora as principais características do barroco estão presentes nesta fase. No rococó existe a presença de curvas e muitos detalhes decorativos (conchas, flores, folhas, ramos). Os temas relacionados à mitologia grega e romana, além dos hábitos das cortes também aparecem com freqüência.
    BARROCO EUROPEU
    As obras dos artistas barrocos europeus valorizam as cores, as sombras e a luz, e representam os contrates. As imagens não são tão centralizadas quanto as renascentistas e aparecem de forma dinâmica, valorizando o movimento. Os temas principais são: mitologia, passagens da Bíblia e a história da humanidade. As cenas retratadas costumam ser sobre a vida da nobreza, o cotidiano da burguesia, naturezas-mortas entre outros. Muitos artistas barrocos dedicaram-se a decorar igrejas com esculturas e pinturas, utilizando a técnica da perspectiva.
    As esculturas barrocas mostram faces humanas marcadas pelas emoções, principalmente o sofrimento. Os traços se contorcem, demonstrando um movimento exagerado. Predominam nas esculturas as curvas, os relevos e a utilização da cor dourada.
    O pintor renascentista italiano Tintoretto é considerado um dos precursores do Barroco na Europa, pois muitas de suas obras apresentam, de forma antecipada, importantes características barrocas.
    Podemos citar como principais artistas do barroco: o espanhol Velásquez, o italiano Caravaggio, os belgas Van Dyck e Frans Hals, os holandeses Rembrandt e Vermeer e o flamengo Rubens.
    BARROCO NO BRASIL O barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, porém, com o tempo, foi assumindo características próprias. A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidade auríferas de Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII). Estas cidades eram ricas e possuíam um intensa vida cultura e artística em pleno desenvolvimento.

    O principal representante do barroco mineiro foi o escultor e arquiteto Antônio Francisco de Lisboa também conhecido como Aleijadinho. Sua obras, de forte caráter religioso, eram feitas em madeira e pedra-sabão, os principais materiais usados pelos artistas barrocos do Brasil. Podemos citar algumas obras de Aleijadinho: Os Doze Profetas e Os Passos da Paixão, na Igreja de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo (MG).

    Outros artistas importantes do barroco brasileiro foram: o pintor mineiro Manuel da Costa Ataíde e o escultor carioca Mestre Valentim. No estado da Bahia, o barroco destacou-se na decoração das igrejas em Salvador como, por exemplo, de São Francisco de Assis e a da Ordem Terceira de São Francisco.
    No campo da Literatura, podemos destacar o poeta Gregório de Matos Guerra, também conhecido como "Boca do Inferno". Ele é considerado o mais importante poeta barroco brasileiro. 
    Outro importante representante da Literatura Barroca foi o padre Antônio Vieira que ganhou destaque com seus sermões. www.suapesquisa.com.br/barroco

Padre Antônio Vieira

  • No Roteiro de Atividades deste bimestre, além de Gregório de Matos, temos como autor de um texto gerador – o fragmento do Sermão da Sexagésima   (Domínio Público) – o Padre António Vieira, importante representante do Conceptismo Barroco.
  • http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action&co_obra=1745
  • Que tal, então, assistir, no vídeo abaixo, à entrevista com Cleonice Berardinelli (professora emérita de Literatura Portuguesa da UFRJ) sobre a trajetória do padre e as estratégias de persuasão em seus sermões? Essa entrevista faz parte de um episódio sobre Padre Vieira no programa De Lá pra Cá, com Ancelmo Gois e Vera Barroso, da TV Brasil.




segunda-feira, 30 de abril de 2012

Primeiro trabalho do 2o. bimestre

ROTEIRO DE ATIVIDADES - Poesia Barroca e Charge
1ª Série / 2º Bimestre / 1º Ciclo
                                 
Texto Gerador I        
                                                                                      
 A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR
ESTANDO O POETA PARA MORRER

Meu Deus, que estais pendente em um madeiro,
Em cuja fé protesto de viver;
Em cuja santa lei hei de morrer,
Amoroso, constante, firme e inteiro:

Neste transe, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um pai, manso, cordeiro

Mui grande é vosso amor, e o meu delito:
Porém, por ter fim todo o pecar;
Mas não o vosso amor, que é infinito.

Esta razão me obriga a confiar
Que por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar

Gregório de Matos

1. As palavras antônimas são aquelas que possuem significados opostos. Nas obras barrocas, o jogo de palavras antônimas foi bastante explorado devido à sua capacidade de expressar ideias contrárias.
a) Observe os pares de palavras, destacadas do texto gerador I, e marque a alternativa em que há antônimos:
( A ) manso / cordeiro
( B ) viver / morrer
( C ) firme / inteiro
( D ) amor / delito

b) Para exprimir a tensão entre os sentimentos contraditórios, característicos da estética Barroca, o poeta utiliza, principalmente, as figuras de linguagem antítese e paradoxo. Observe os versos, retirados do texto gerador I, e marque a opção na qual identificamos uma antítese:
( A ) “Meu Deus, que estais pendente em um madeiro,
           Em cuja fé protesto de viver;”
( B ) “Neste transe, por ser o derradeiro,
          Pois vejo a minha vida anoitecer,”
( C ) “Porém, por ter fim todo o pecar;
           Mas não o vosso amor, que é infinito.”
( D ) “Esta razão me obriga a confiar
          Que por mais que pequei, neste conflito”


Texto Gerador II                                                                                                
A Maria dos povos,
sua futura esposa

Discreta, e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos e boca, o Sol e o dia:

Enquanto com gentil descortesia
O ar, que fresco Adônis te namora,
Te espalha a rica trança voadora,
Quando vem passear-te pela fria:

Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda ligeireza,
E imprime em toda a flor sua pisada.

Oh, não aguardes, que a madura idade
Te converta essa flor, essa beleza
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.

Gregório de Matos

2. O Cultismo é um traço do estilo Barroco caracterizado pelo extremo cuidado na elaboração da forma do texto. Os poemas cultistas apresentam muitas figuras de linguagem, como metáforas, antíteses e paradoxos, e ainda revelam uma escolha criteriosa de palavras para atingir uma expressão literária mais culta.
No texto gerador II, identifique o jogo de palavras utilizado para:
a) descrever o rosto da Maria.
b) descrever o balanço dos cabelos de Maria ao vento.
c) descrever os efeitos do tempo para a beleza juvenil.

3. Leia os fragmentos a seguir:
“Período histórico entre a Antiguidade e a Época Moderna, a Idade Média (...) caracterizou-se por um fracionamento da autoridade política e um enfraquecimento da noção de Estado, tendo em conta a organização e centralidade romanas. (...) Socialmente, existia uma divisão em três grupos distintos: dois poderosos, a nobreza, guerreira e proprietária, e o clero, dominador mental e culturalmente, e um pobre, servil e majoritariamente camponês, o povo. A Igreja (...) se assume como o "farol" da Idade Média, moldando mentalidades, difundindo cultura e impondo uma influência política determinante”.
[Idade Média. In Infopédia (on line). Porto: Porto Editora, 2003-2012 (fragmento adaptado).[Quebra Suave]Disponível em http://www.infopedia.pt/$idade-media>. Acesso em: 02/04/2012.]

“À medida que a sociedade vai se liberando do amplo domínio da Igreja, a arte vai se voltando mais para a realidade, valorizando o homem e colocando-o como o centro ao redor do qual gira o mundo. Esse antropocentrismo, oposto ao teocentrismo medieval, caracteriza o Renascimento, identificado pela valorização da razão, pelo culto aos valores da Antiguidade Clássica e pelo humanismo”.
[CADERMATORI, Lígia. Períodos Literários. São Paulo: Ática, 1995, p.17.]

O período barroco representou artisticamente a tentativa de conciliar os valores religiosos herdados da Idade Média e os valores humanistas ligados ao Renascimento. A partir dos poemas de Gregório de Matos, destaque:
a) do texto gerador I, elementos característicos da religiosidade medieval, ou seja, ligados ao teocentrismo (Deus como centro do universo).
b) do texto gerador II, elementos ligados ao Humanismo, ou seja, representantes do antropocentrismo (o homem como centro do universo).

Texto Gerador III                                                                                               
DESCREVE O QUE ERA REALMENTE
NAQUELLE TEMPO A CIDADE DA BAHIA
DE MAIS ENREDADA POR MENOS CONFUSA.
 A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar a cabana, e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um freqüentado olheiro,
Que a vida do vizinho, e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
Para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos Mulatos desavergonhados,
Trazidos pelos pés os homens nobres,
Posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
Todos, os que não furtam, muito pobres,
E eis aqui a cidade da Bahia.

Gregório de Matos
4. A fim de apresentar sua visão global da cidade da Bahia, Gregório descreve, em cada estrofe, determinado segmento da sociedade. Sintetize, a partir da leitura do texto, a crítica direcionada a cada um desses segmentos da sociedade baiana da época.
Texto Gerador IV                                                                                               

5. Gregório de Matos ficou conhecido como Boca do Inferno por suas poesias satíricas, que ridicularizavam os costumes sociais da sociedade baiana de seu tempo. Hoje, as charges possuem uma função social semelhante: zombar de personalidades, acontecimentos ou instituições relacionadas ao contexto político-social em vigor.

Relacione a situação ilustrada na charge ao contexto político-social atual.
Texto Gerador V                                                                                                 

[II] Nunca na Igreja de Deus houve tantas pregações, nem tantos pregadores como hoje. Pois se tanto se semeia a palavra de Deus, como é tão pouco o fruto? [...]
            [IX] Sabeis, Cristãos, a causa por que se faz hoje tão pouco fruto com tantas pregações? – é porque as palavras dos pregadores são palavras, mas não são palavras de Deus. Falo do que ordinariamente se ouve. A palavra de Deus (como dizia) é tão poderosa e tão eficaz, que não só na boa terra faz fruto, mas até nas pedras e nos espinhos nasce. [...]
            [X] A pregação que frutifica, a pregação que aproveita, não é aquela que dá gosto ao ouvinte, é aquela que lhe dá pena. [...] quando o ouvinte vai do sermão para casa confuso e atônito, então é a pregação qual convém, então se pode esperar que faça fruto. [...]
            Semeadores do Evangelho, eis aqui o que devemos pretender nos nossos sermões: não que os homens saiam contentes de nós, senão que saiam muito descontentes de si; não que lhes pareçam bem os nossos conceitos, mas que lhes pareçam mal os seus costumes, as suas vidas, os seus passatempos, as suas ambições e, enfim, todos os seus pecados. Contanto que se descontentem de si, descontentem-se embora de nós. Si hominibus placerem, Christus servus non essem – dizia o maior de todos os pregadores, S. Paulo: ´Se eu contentara aos homens, não seria servo de Deus’. Oh, contentemos a Deus, e acabemos de não fazer caso dos homens!
VIEIRA, padre Antônio Vieira. Sermões. Rio de Janeiro: Agir, 1968. (Fragmento adaptado).

6. Nos textos argumentativos, podemos reconhecer: (i) uma tese e (ii) um ou mais argumentos. A tese é a ideia que o autor defende a partir de argumentos. Sabendo que o texto gerador X é um texto argumentativo, responda:
a)    Sublinhe, no texto, a tese defendida pelo Padre Vieira para responder à pergunta-problema “Sabeis, Cristãos, a causa por que se faz hoje tão pouco fruto com tantas pregações?”. Depois, explicite essa tese.
b)    Após identificar a tese, podemos reconhecer os argumentos usados pelo autor transformando a tese em uma pergunta com “Por que”. Envolva, no texto, o argumento que o autor apresenta para comprovar essa tese.
c)    Por que o autor teria escolhido usar o modo de organização argumentativo?

7. O Conceptismo é um traço do estilo Barroco caracterizado pelo privilégio da expressão do raciocínio, por meio do jogo de ideias e de recursos argumentativos. Ao fim da pregação do texto gerador V, o padre Vieira fez uso de um recurso argumentativo para persuadir seu público: a citação. Transcreva do fragmento um exemplo de uso desse recurso e relacione-o ao Conceptismo.  
8. Os diferentes “porquês” estruturam enunciados interrogativos ou explicativos e se diferenciam por sua grafia.  Observe as seguintes frases e responda ao que se pede:

“Pois se tanto se semeia a palavra de Deus, como é tão pouco o fruto? (...) é porque as palavras dos pregadores são palavras, mas não são palavras de Deus.” (Sermão da Sexagésima – Padre Antônio Vieira)

“Por que devo votar em você?” (Charge – Gilmar)

a)      Em qual frase o porquê aponta uma interrogação?
b)      Em qual frase o porquê expressa uma explicação?
c)      A partir dos enunciados apresentados, qual a diferença gráfica entre o porquê explicativo e o interrogativo?

9. A paródia, do grego para (paralelo) ode (canto), pode ser lida como um canto paralelo, a imitação de uma obra de arte. Ela imita o tema e o estilo da obra parodiada para criar um efeito cômico, ridicularizando. A partir dessas informações, crie uma paródia com base no texto gerador III.

(http://projetoseeduc.cecierj.edu.br/ava/course/view.php?id=39)

Olá pessoal !! Não coloquei o gabarito do trabalho porque estou divulgando para que meus alunos resolvam, caso queiram os gabaritos posso enviá-lo por e-mail !!!!

GABARITO:
1.a) B (vive/morrer); 1.b) C (fim/infinito); 2.a) faces/rosada aurora/olhos e boca/sol e o dia; 2.b) O ar (...) te espalha a rica trança voadora; 2.c) Te  converta essa flor/ essa beleza/Em terra, em pó, em cinza, em pó, em sombra, em nada; 3.a) Deus/fé/santa/Jesus/amor/pecar/salvar; 3.b) Maria/faces/olhos e boca/goza/mocidade/beleza; 4.1a.estrofe: governo, 2a. estrofe: povo, 3a. estrofe: escravos e nobres e 4a. estrofe: pobres, ladrões e ricos; 5.Tanto na época de Gregório, quanto nos dias atuais continuam existindo Governos mal administrados,  corruptos e gananciosos e os  ricos, pobres, e ladrões; 6.a)  tese: linhas 1 e 2 do texto; 6.b) Argumento: linhas 7, 8, 9; 6.c) Para dar mais credibilidade a sua tese; 7.Citação: " Se eu contentara os homens, não seria servo de Deus."(S. Paulo), aqui Pe. Veira faz relaciona suas ideias com as do apóstolo S. Paulo para a construção de um raciocínio lógico para confirmação de sua tese; 8.a) por que 8.b) porque 8.c) O explicativo se escreve junto, e o interrogativo separado.

A arte é para todos ?

    • Esta aula de Arte do Telecurso, que, além de debater se arte é para todos, apresenta algumas pinturas e esculturas do Barroco e do Renascimento.
      É uma excelente chance de refletirmos sobre o papel da arte em nossas vidas e sobre as características principais do Barroco.


Gregório de Mattos

Queridos alunos, bem-vindos ao segundo bimestre de 2012 !!! A partir de agora colocarei o conteúdo das aulas no blog para facilitar a vida de vocês ( que já é uma molezinha rsrsrs... ), se porventura algum aluno perder           alguma aula, é só procurar aqui no nosso blog !!!  A primeira dica é o site Memória Viva de Gregório de Matos. Lá, você encontrará:
O POETA - Informações importantes sobre a vida do autor;
A POESIA - 100 poemas com notas sobre vocabulário e referências da época utilizadas pelo autor;
E MAIS UM POUCO... - dicas de livros e filme sobre a vida e a obra do autor.
Vamos dar uma espiada nesse site e checar algumas curiosidades sobre o autor privilegiado neste bimestre?